Halloween #2025

Saudações, jovens Gafanhotos!

O Véio voltou com missão de arrepiar: aproveitando o clima de arrepiar do Halloween, separei seis títulos sinistros que merecem sua atenção — porque quem disse que quadrinho bom não pode dar um friozinho na espinha? Preparem os nervos, soltem o “Ah, não devia fazer isso” mental, e vamos ao rolê!      

Carnificina Absoluta: Dor da Separação (Marvel Comics)

Uma das ramificações mais viscerais do evento Carnificina Absoluta, essa história é puro caos simbionte. Uma casa comum vira o palco de um pesadelo coletivo — o tipo de terror que gruda na pele e sussurra nas paredes.
É o horror da Marvel no seu estado mais animalesco: criaturas deformadas, corpos em transe e um senso de desespero que lembra filme de possessão.

“Uma história de casa assombrada feita do jeito certo.” — AIPT Comics

Casa da Matança (Boom! Studios)

Os caçadores de monstros também têm seus segredos — e é aqui que eles sangram.
House of Slaughter expande o universo de Something Is Killing the Children, mergulhando nas sombras da organização que treina seus caçadores. Um horror moderno e elegante, cheio de tensão e silêncios que dizem mais que os gritos.
Ideal pra quem curte monstros escondidos em cada esquina… inclusive dentro da própria casa.

Grim (Boom! Studios)

Jessica Harrow morreu, mas o trabalho dela tá longe de acabar. Agora, como Ceifadora, ela guia almas pelo pós-vida — e começa a questionar as regras que mantêm tudo funcionando.
Grim é aquele tipo de HQ que equilibra morte e sarcasmo, com uma arte lindamente sombria e um universo que parece expandir o conceito de “vida após a morte” a cada página.
Um Halloween de ceifas, segredos e muito estilo.

Mãe Vermelha (Boom! Studios)

Depois de um ataque brutal, Daisy desperta sem um olho… mas com uma nova visão.
Ela começa a ver — e sentir — A Mãe Vermelha: uma presença antiga, inquietante, que parece se aproximar a cada batida do coração.
Um horror psicológico denso, sobre trauma, paranoia e o medo de perceber o que os outros fingem não ver.

Sacramento (AWA Studios)

Ano 3000. A humanidade deixou a Terra, mas não seus demônios.
Um padre desacreditado é enviado a uma colônia espacial para realizar um exorcismo — e descobre que o inferno é mais adaptável do que se imagina.
Sacramento mistura ficção científica e terror religioso de um jeito que faz o espaço parecer ainda mais frio.
Perfeito pra lembrar que, mesmo no futuro, o medo continua rezando com a gente.

Hellboy (Dark Horse Comics)

O clássico moderno do horror pulp.
Hellboy é o demônio que luta contra o inferno — dentro e fora de si. Monstros, rituais, tentação e mitologia oculta dão corpo a uma narrativa que parece uma mistura de Lovecraft com sarcasmo inglês.
Se tem um nome que merece aparecer em qualquer lista de Halloween, é esse.

Hotell (AWA Studios)

Bem-vindo ao Pierrot Courts Motel. Quarto limpo, vista para o desespero, café amargo servido com sussurros na madrugada.
Cada hóspede carrega um segredo — e o hotel parece saber de todos.
Essa antologia de horror é puro Twilight Zone moderno: desconfortável, estranho e impossível de largar.
Faça o check-in… mas não espere fazer o check-out.

Something Is Killing the Children (Boom! Studios)

Crianças desaparecem. Monstros são reais. E só uma caçadora mascarada parece entender o que está acontecendo.
A série que redefiniu o horror nos quadrinhos recentes — brutal, emocional e visualmente impactante.
Perfeita pra quem busca o equilíbrio entre o medo puro e o drama humano.

Somna (DSTLRY)

Século XVII. Bruxas, fé, desejo e pesadelos.
Somna é uma obra de horror folclórico e sensual, ambientada em meio às caças às bruxas inglesas.
Vencedora do Eisner 2024 de Melhor Nova Série, mistura medo e fascínio de um jeito raro — é aquele tipo de terror que te prende pela beleza antes de te devorar.
Uma leitura pra quem gosta do horror que sussurra, não o que grita.

Aí está o chamado: nove títulos, nove portas abertas pro desconhecido.
Seja você fã do terror psicológico, do sobrenatural clássico ou do horror cósmico, o acervo do Velho Shinobi tem algo pronto pra te assombrar — ou te apaixonar.

Apague as luzes. Abra uma HQ.